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segunda-feira, 20 de abril de 2009

até que idade pensas divertir-te?

A minha aventura em Madrid começou há cerca de um ano atrás. Com ela vieram novos amigos, muitas experiências e viagens, que me despertaram a sede pela descoberta e aventura!

Os motivos têm sido muitos e a verdade é que as viagens a Portugal têm sido cada vez mais frequentes. Mas mesmo assim, ainda sobra tempo para visitar outras paragens, e claro, para o inevitável trabalho, ao qual nem eu me escapo...

Sendo assim, e para abreviar o que a maioria já sabe, resta apenas reforçar a ideia de uns dias bem passados por Leiria, com direito a uma divertida festa de despedida dos 25 anos, com bastante gente de fora, o que me deixa orgulhoso desta nossa amizade! Para a família também houve tempo, para estar com os pais, ver a sede do mundoflo cada vez mais acolhedora, para contribuir para a extinção do bacalhau (nunca resisto à tentação) e para divulgar os dotes pizzeiros cada vez mais apurados.


Depois de um punhado de dias bem passados em portugal, outros se seguiram em itália. Na "6a feira de cinzas", regressei a Madrid e no mesmo dia segui para Roma para me encontrar com a bizinha!




A ocasião exigia pouco dormir e muito viajar, por isso, no dia seguinte bem cedo seguimos para Nápoles.

(numa rua de Nápoles)


A Catarina também lá tem a sua boa dose de amigos, por isso, nesta visita tivemos a companhia de duas erasmus espanholas, Bego e Celeste, e o Aldo, um rapaz de pompeia, que era incrivelmente perito na música pimba portuguesa!


A estadia em Nápoles foi bastante divertida e gostei muito do ambiente caótico da cidade, com os seus mercados em todo o lado, um look bastante caribenho, com um o trânsito louco, o café divinal (que tanto jeito deu), o almoço na pizzeria mais antiga do mundo. Embora seja difícil alhearmo-nos da existência da implacável camorra, a verdade é que os napolitanos são um povo especial, ao mesmo tempo exaltados com tudo e todos, mas extremamente acolhedores e amigáveis!


No domingo, voltámos a despertar cedinho e apanhámos o comboio para pompeia, onde nos esperou uma tareia de ruínas romanas, com as suas vítimas da erupção do vesúvio, num passeio cheio de sol, mas sempre com as malas às costas, que nos deixou esgotados e satisfeitos por à noitinha regressar a roma.


(zona centro de pompeia)

A segunda feira, coincidia com a "pascoeta" - feriado local - por isso voltei a ter a catarina como guia. Os passeios a pé serviam de desculpa para por a conversa em dia, de tal forma que só neste primeiro dia em roma, percorremos a pé praticamente a cidade inteira!
(Romulos, Remos e a Loba)


(Fiat 850)

(mercado de rua no bairro de Trastevere)

A verdade é que adorei o ambiente da cidade, com a sua história em todo o lado e que nos permite imaginar como seria o império romano de outrora. Por outro lado, as suas praças cheias de gente, o encantador bairro de trastevere, são cheios de vida e estas duas facetas de roma complementam-se perfeitamente!

(Vaticano)


No dia seguinte, dediquei-me a visitar o coliseu e o fórum romano e no resto do dia a deambular um pouco pelas ruas mais a norte da cidade.
(corso d'italia)

(piazza del popolo)

(villa borghese)

O tempo aqui passou a voar - cucuruuu!! Adorei conhecer estes sítios por onde passámos e ao mesmo tempo de estar com a minha bizinha que tão bem me recebeu!



quarta-feira, 11 de março de 2009

adieu adios aufiderzin goodbye



Hallo!

Fevereiro de 2009: um desses meses que parece que durou uma vida.

Depois de uma sentida despedida ao "barranco das poupas" e demais, nada melhor que o regresso às descobertas, com duas viagens que tiveram tanto de boas como de distintas.



Berlim ...











Até agora, Berlim foi a maior surpresa das minhas viagens. Imaginava-a como um protótipo de organização e de um frio encanto, mas deparei-me com ruas grafitadas e de uma beleza suja, em parte caótica e confusa, e acima de tudo, o que a torna fascinante - a influência de um passado soviético que é ainda visível em tantos pontos e que a torna tão especial!
Tive a sorte de ter a Charlotte como guia e tradutora e fomos muito bem recebidos em casa do Lukas e da Nora, no bairro de Kreuzberg.
Para não fugir à tradição, o sábado foi mais dado ao típico passeio turístico, um passeio junto ao rio, a Alenxanderplatz, a Unter der Linden, a "ilha dos museus", da porta de Brandenburgo à Siegessäule (estátua da vitória), passando pela chancelaria e o Tiergarten.

(ao lado do Dom)


(Unter der Linden)

(uma das heranças da RDA)


No domingo de manhã, o lado mais vivo - uma visita aos mercados na Boxhagener Platz e de Friedrich Ludwig, cheios de relíquias, antiguidades, velharias e bujigangas soviéticas, livros e toda a espécie de arte foram um dos pontos altos da visita. Durante a tarde, a passagem pelo Checkpoint Charlie e depois a Memorial Church, que por coincidência ficava ao lado de um dos principais cinemas onde justamente neste dia terminava o Berlinale. Acabámos mesmo por ver um filme francês - "Welcome" - e se não era nenhuma obra-prima, também não era mau e, pelo menos serviu como lembrança da presença neste festival de cinema!


(mercado na Friedrich Ludwig)

(arredores do mercado da Boxhagener Platz)
(Gedächtniskirche)

Com a neve a apertar e as temperaturas a não passarem do lado positivo dos termómetros, a 2a feira último dia de visita foi condicionada pelo tempo. Ainda assim, coincidiu com outros dos pontos altos. De manhã, a east side gallery e os bairros em redor, à tarde um passeio pela Schonhauser Alle. Ambos cheios de sinais da divisão das alemanhas, arte urbana por todo o lado e verdadeiros palácios "ocupas"!


(pátio de um edifício "ocupa")


(eastside gallery)

(galerias Hallen Am Borsigturm)




Lisboa ...









A começar pela temperatura, Lisboa foi outra experiência completamente distinta. O plano incluía a companhia do Erik, e também da Maria, o Ivón e o Nestor da universidade. Se para alguns era a primeira vez que iam a Portugal, outros já tinham estado em Lisboa, mas nenhum de nós conhecia verdadeiramente a cidade. Para mim, foi das melhores viagens que já fiz! A começar pelo sol, que acompanhou toda a estadia, um dos melhores hosteis onde já fiquei, e até mesmo o regresso de 7 horas a Madrid, que foi um dos mais bem dispostos de sempre, a sensação foi de dever cumprido e orgulho de uma capital única a nível mundial!


(Black & White hostel)
(Ivón, Nestor, Maria, Erik)

Os passeios de eléctrico pelas ruas sinuosas e estreitas deslumbram qualquer um, a vista do Castelo de São Jorge para a cidade e preparem-se... um almoço de leitão, no meio de uma mercearia, no meio de bacalhaus secos e garrafões de vinho, com um atendimento que revelou o enorme carinho das nossas gentes, foi sem dúvida dos sítios mais pitorescos e acolhedores onde já tive a oportunidade de comer! No final do almoço só restava pedir: "Era a conta, se faz favor. E já agora, uma escova de dentes!".

(Com o Zé, em família)

(Rossio)


Esta visita deu ainda para rever amigos "madrileños" - primeiro o Zé, mais tarde a Magda e a Dani, e depois a Marisa. Estes não deixaram de nos dar preciosas dicas e de nos acompanhar a sítios que nos fascinaram a todos e para eles, mais uma vez, um grande obrigado!


(no pastelanço, em Belém, com a Magda e Marisa)

No sábado fomos ainda à feira da ladra, um daqueles sítios onde, a partir de uma perspectiva de fora, se valoriza ainda mais a nossa cultura e onde se pode encontrar à venda, tudo e mais alguma coisa.

("Olha uma cabeça de boneca e um braço, vendidos juntamente com um molho de chaves, tudo por um euro!")

Em noite de clássico, não deixei de comprar a minha primeira camisola oficial do Sporting, que, de acordo com o esperado até acabou por ganhar!(*)
Antes da despedida, a inevitável visita ao mar e à praia, e no animado regresso, o sentimento de todos foi o de uma viagem única, onde certamente todos esperamos voltar em breve!

("Domingueirismo" em Cascais)


... até já!

(*) Neste momento, a única referência ao futebol autorizada neste post!